Preocupação e luta na ex-<i>Maconde</i>
Com muitas preocupações e determinados a baterem-se pelo emprego e pelos salários em dívida, os trabalhadores da ex-Maconde tinham agendado para ontem à tarde um plenário, com o objectivo de analisar a situação das empresas (Macvila e Mactrading).
É possível avançar para a rescisão dos contratos por justa causa, no final deste mês, admitiu uma dirigente da Comissão de Trabalhadores, citada pelo Jornal de Notícias, no primeiro dos três dias de greve pelo pagamento dos salários de Dezembro e Janeiro e de metade dos subsídios de Natal. No mesmo sentido se pronunciou uma dirigente do Sindicato do Vestuário do Porto, falando à agência Lusa, dia 11, quando os trabalhadores se concentraram à porta da fábrica, no início da luta.
Na segunda-feira, último dia de greve, foi paga a dívida dos subsídios de Natal, mas apenas aos 180 trabalhadores da Mactrading, mantendo-se a dívida aos 220 da Macvila - confirmou Carla Cunha, da CT, à Lusa, adiantando que o facto deixou «muito revoltados e desanimados» os trabalhadores, cujos salários estão, na maioria, ao nível do mínimo nacional.
No dia 11, a administração da Mactrading requereu a insolvência no Tribunal de Gaia. Em Janeiro, uma empresa credora tinha pedido a insolvência da Macvila.
No Outono de 2007, um acordo apadrinhado pelo Governo salvaguardou os créditos dos bancos (terão obtido os terrenos e as instalações fabris), permitiu uma injecção de 6,6 milhões de euros para «relançamento» da actividade e liquidou quase duas centenas de postos de trabalho. Mas, como enfatizava o Ministério da Economia, respondendo ao PCP, pretendia-se então salvar 90 por cento dos empregos, o que perfazia quase 500. Hoje são menos de 400 e estão todos sob séria ameaça.
Uma nova greve pode ter início dia 23, se os trabalhadores continuarem sem receber.
É possível avançar para a rescisão dos contratos por justa causa, no final deste mês, admitiu uma dirigente da Comissão de Trabalhadores, citada pelo Jornal de Notícias, no primeiro dos três dias de greve pelo pagamento dos salários de Dezembro e Janeiro e de metade dos subsídios de Natal. No mesmo sentido se pronunciou uma dirigente do Sindicato do Vestuário do Porto, falando à agência Lusa, dia 11, quando os trabalhadores se concentraram à porta da fábrica, no início da luta.
Na segunda-feira, último dia de greve, foi paga a dívida dos subsídios de Natal, mas apenas aos 180 trabalhadores da Mactrading, mantendo-se a dívida aos 220 da Macvila - confirmou Carla Cunha, da CT, à Lusa, adiantando que o facto deixou «muito revoltados e desanimados» os trabalhadores, cujos salários estão, na maioria, ao nível do mínimo nacional.
No dia 11, a administração da Mactrading requereu a insolvência no Tribunal de Gaia. Em Janeiro, uma empresa credora tinha pedido a insolvência da Macvila.
No Outono de 2007, um acordo apadrinhado pelo Governo salvaguardou os créditos dos bancos (terão obtido os terrenos e as instalações fabris), permitiu uma injecção de 6,6 milhões de euros para «relançamento» da actividade e liquidou quase duas centenas de postos de trabalho. Mas, como enfatizava o Ministério da Economia, respondendo ao PCP, pretendia-se então salvar 90 por cento dos empregos, o que perfazia quase 500. Hoje são menos de 400 e estão todos sob séria ameaça.
Uma nova greve pode ter início dia 23, se os trabalhadores continuarem sem receber.